Nós, que apoiamos a candidatura de Ary Vanazzi a governador, desde o início deste processo de construção de nosso Encontro Estadual, temos realizado um esforço para resgatar no partido sua boa tradição de debate político. E temos procurado manter a política no comando do debate.
Temos a convicção de que será com a melhor política que construiremos as condições para a vitória. E que - pelo menos no PT - a política é superior a lógica das pesquisas e do senso comum, característica da política e dos partidos tradicionais.
Exemplifiquemos nossa convicção:
Em 2002, começamos 1º turno com cerca de 34% de intenções de voto.
Também em 2002, o Rigotto, começou sua campanha com cerca de 02% de intenção de votos. Tinha acabado de perder a eleição para o PT em Caxias e era, estadualmente, um deputado pouco conhecido.
Nós cometemos muitos erros. Sabemos disso, sabemos quais e não é o momento para balanço. Eles, acertaram em construir uma tática que - para os interesses dos nossos adversários e inimigos de classe - foi acertada.
Rigotto, que largou na eleição com cerca de 02%, foi para o 2º turno e ganhou a eleição com 52,67% dos votos.
Nós, que começamos o 1º turno com cerca de 34% de intenção de votos, terminamos o 1º turno com praticamente os praticamente os mesmos 34%, e, ao fim, perdemos a eleição para o Rigotto, que começou com cerca de 02%.
Outros exemplos poderiam ser dados, como quando ganhamos a prefeitura de Porto Alegre pela 1ª vez e nosso candidato sempre esteve em 4º lugar nas intenções de voto. E estávamos "solitos no más", já que até o PCdoB estava coligado com o PMDB.
Em 2006, o PT tinha acabado de atravessar a maior crise política de sua história, em 2005. Ainda no meio da campanha, tivemos desgastes enormes, como o do assim denominado "dossiê aloprado". Naquela época, o PT tinha caído seu índice de preferência partidária para cerca de 14% dos eleitores gaúchos.
Rigotto, que era governador, havia montado uma das maiores alianças partidárias para nos enfrentar, largou a frente de todas as pesquisas, tinha "a máquina" e chegou, na reta final do 1º turno, a frente de todas as pesquisas e, nenhum estrategista político, nenhum marqueteiro, nenhum meio de comunicação sequer considerava a hipótese de Rigotto não chegar a frente na corrida do 2º turno. Não faltaram até mesmo companheiros que acharam que nem chegaríamos ao 2º turno.
Rigotto sequer foi para o 2º turno. Talvez seu grande erro tenha sido sua neutralidade e omissão na disputa de rumos que ocorria em nosso país. Nós fomos ao 2º turno e, por muito pouco, não ganhamos a eleição. Muitos afirmam que faltou o tempo necessário para a virada.
Perdemos, mais uma vez, para o neoliberalismo travestido de renovação e novidade, que apresentou uma candidatura - a da Yeda - que iniciou com cerca de 04% de intenções de voto.
Hoje o PT recuperou um dos maiores índices de preferência partidária de toda sua história no RS, com 25% de preferência do eleitorado gaúcho (cfme. pesquisa Vox Populi, esta sim realizada a pedido do PT). O índice das candidaturas mais conhecidas do PT é praticamente o mesmo índice do PT. É voto PT que qualquer candidatura do PT terá em poucos dias de exposição eleitoral. Em 2º lugar, o PMDB detêm 08% de preferência no eleitorado. Em 3º lugar o PDT - que propomos claramente de vice - detêm 06% de preferência do eleitorado. O PTB, que alguns já chegaram a propor como vice do PT num acordo para apoiarmos em Porto Alegre em 2012, está no governo Yeda e Fogaça e detêm menos de 01% da preferência do eleitorado gaúcho, junto com PSOL e adjacências.
Acreditamos, e queremos convencer nossos companheiros e companheiras, que é a política acertada que nos levará a vitória. Que o sentido da nossa história, a história de fundação e construção do PT, é na contramão da política tradicional.
Escrevemos e publicamos com toda a clareza nossas idéias. O documento "Eleições 2010 e o Caminho da Vitória" expressa essas idéias que são representadas pela pré-candidatura do companheiro Ary Vanazzi a governador dos gaúchos e gaúchas a qual reencantará o nosso Rio Grande!
Adriano de Oliveira
Secretário de Organização do PT/RS
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