sexta-feira, 26 de junho de 2009

CARTA À MILITÂNCIA DO PT

Caras companheiras,
Caros companheiros,

Estamos na reta final da realização dos Encontros Municipais e a eleição dos delegados e delegadas ao Encontro Estadual Extraordinário Adão Pretto, onde serão tomadas as principais decisões que nortearão o nosso partido rumo à vitória tão necessária e desejada em 2010.

Por óbvio, não poderei acompanhar cada um dos debates que serão realizados nos municípios. Por isso, escrevo para saudá-los pelo esforço em construir este processo democrático que há muito tempo não acontecia no PT, desejar a todos muita sabedoria nas discussões e decisões que serão realizadas e recolocar minha modesta contribuição neste debate geral que estamos travando.

Repousa sobre nós uma grande responsabilidade: no ano que vem não haverá apenas uma disputa eleitoral, mas estará em jogo o futuro de milhões de gaúchos e gaúchas que querem e precisam de um Estado capaz de lhes proporcionar qualidade de vida, igualdade, democracia e desenvolvimento.

Estou convencido que o Rio Grande não irá suportar mais quatro anos sendo governado pela direita neoliberal que será representada pelo PMDB nas próximas eleições, já que a atual governadora não reúne as mínimas condições morais sequer para continuar governando e muito menos para sustentar sua candidatura em 2010.

Portanto, a vitória pela qual nos dedicaremos com total disposição tem uma dimensão superior a uma conquista meramente partidária. Ela deve ser fruto de uma grande mobilização social do povo gaúcho em busca dos seus direitos e de um projeto de desenvolvimento sustentável para o Rio Grande. Ou não acontecerá.

Por isso, a discussão sobre a nossa estratégia e o nosso programa ganha um significado maior do que análises de pesquisas, projeções eleitorais oriundas de especialistas de plantão e o próprio debate a respeito das pré-candidaturas colocadas ao partido.

Aprendemos com a história que, quando temos uma estratégia correta, uma política e um programa que apaixone o povo e uma candidatura que encarne este projeto, somos praticamente imbatíveis em qualquer processo eleitoral. Quando começamos a tomar decisões medindo tão somente qualidades pessoais de um ou de outro, ou ainda, caindo na tentação de percorrer atalhos e facilidades, corremos o risco de ingressar na vala comum da política tradicional e sermos derrotados.

Nós, as chamadas figuras públicas do PT, somos produto do trabalho coletivo da nossa militância e o nosso sucesso está irremediavelmente ligado ao envolvimento e a dedicação de cada um e cada uma de vocês. Por isso, embora as muitas responsabilidades que carrego na condição de prefeito da minha cidade, fiz questão de estar presente em 23 dos 27 encontros regionais promovidos pela direção partidária, tenho mantido uma agenda intensa de visitas e reuniões com os nossos filiados e filiadas e visitarei tantos Encontros Municipais forem possíveis neste final de semana.

Não sei qual será o resultado destes Encontros e do Encontro Estadual que se avizinha, mas já carrego uma grande alegria e uma certeza. A alegria é verificar que participarão milhares e milhares de filiados e filiadas neste processo e isto não teria acontecido se não tivéssemos a ousadia de colocar o nosso nome à disposição do partido. A certeza é que esta mobilização será decisiva para a nossa vitória no próximo ano.

Espero, com humildade, colher mais duas alegrias: primeiro, presenciar um Encontro Estadual que defina para o PT uma política coerente com o seu homenageado, Adão Pretto, ou seja, um programa que reafirme nossos compromissos com a classe trabalhadora e uma tática centrada numa sólida aliança com os movimentos sociais; segundo, ter a oportunidade de representar a nossa militância que, através da sua luta concreta, superará todos os nossos limites e coletivamente construirá a nossa vitória.


Um abraço,
Ary Vanazzi
25 de junho de 2009

IMPORTANTE

Não são só números de delegados, explicitamente favoráveis ao pré-candidato Tarso Genro, que têm sido plantados na imprensa ou no site oficial do PT (depois retirados pela direção do partido). Também apoiadores, em nomes e números, estão sendo utilizados de forma equivocada (ou seria mal-intencionada?). E pelo mesmo pré-candidato.

O prefeito de Trindade do Sul, Valdomiro Bosa, é defensor do nome de Vanazzi em material de campanha. Neste município, apenas a chapa de Vanazzi fez delegados, fruto do apoio de Bosa . Mas o seu nome consta, estranhamente, no material de apoiadores de Tarso.

Mais números, no mínimo, estranhos: Bossoroca tem 75 apoiadores de Tarso Genro e 78 filiados aptos para o encontro municipal. Encontro que não ocorreu, por falta de quórum.

Em General Câmara são 79 assinaturas para o ministro; duas a mais que o número de filiados. Isso nos faz questionar a propalada solidez na votação de Tarso.
A decisão real está com os filiados .....

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Na minha opinião só nos resta uma única tarefa: O PT PRECISA VENCER AS ELEIÇÕES 2010!!!

Vencer as eleições 2010 não será uma tarefa simples e fácil, mas o PT tem uma história de lutas, conquistas, vitórias e derrotas que nos permitem analisar e planejar como e com quem ganharemos estas eleições.

Pela necessidade de construirmos um programa no mínimo para as próximas duas décadas, precisamos pensar na viabilidade, governabilidade com um eixo político norteado pelas políticas da participação popular, num campo democrático, popular e trabalhista. Precisamos estabelecer este campo político dirigido pelo PT, tendo o PDT de vice, precisamos da presença do PCdoB e do PSB também neste campo e todos aqueles que compreenderem esta disputa estratégica de projetos antagônicos no RS.

Compreendo que o PT/RS vem operando de forma acertada esta política junto a estes partidos, mas precisa fazer gestos concretos pra selar este campo político e, o gesto concreto é apresentar um programa escrito e bem definido para as eleições 2010 e para os próximos anos junto a estes partidos. Para além das inúmeras prefeituras que estamos compondo com o PDT no interior do estado, destaco as prefeituras de Passo Fundo e de Ijuí como síntese deste esforço partidário na disputa de projetos para além da pontualidade eventual de cada eleição.

O PT precisa retomar e acertar as contas na relação com o conjunto dos movimentos sociais e populares, que ano após ano estão se afastando cada vez mais do partido e, o partido perde cada vez mais a capacidade de diálogo e de apresentar uma pauta de compromissos junto às lutas sociais. O PT precisa voltar a ser a referência institucional para as lutas sociais, não como quem vai sozinho fazer as transformações sociais, mas como o partido que na institucionalidade pode ajudar a acumular forças para essas transformações. O valoroso Adão Pretto sempre dizia que “um mandato e um governo não vão fazer as transformações sociais, mas podem ajudar os movimentos acumular forças para fazer!!!”

Precisamos também pensar naquele histórico “setor em disputa” na sociedade gaúcha que é representado pelos 30% dos que definem as eleições no RS. Nós ganhamos as eleições de 1998 porque polarizamos no programa e porque ganhamos o setor da população que não se define ou de direita ou de esquerda. Ganharemos este setor em disputa se deixarmos explícito nosso programa democrático, popular e trabalhista, polarizarmos a disputa e reencantarmos a esperança nos militantes e, principalmente na população.

Não faz parte das nossas grandes conquistas e da nossa história condicionarmos um nome para ganhar ou não uma eleição. O companheiro Olívio Dutra disse nos encontros regionais pelo interior que “ não será um candidato A ou B que definirá se ganharemos as eleições ou com quem nos aliaremos, mas o programa do partido é que vai definir a política de alianças e as condições de chegarmos à vitória”. Por isso concordo com a opinião do mestre Olívio e com a política acertada do PT/RS em ter garantido os encontros extraordinários para debatermos a tática eleitoral e a candidatura 2010.

Quero uma disputa de projetos que tenha no eixo nossas bandeiras e relações históricas, pensando de forma estratégica os próximos anos do estado e não uma eleição com uma pauta que a população não aguenta mais, superada e insuficiente. Não quero ficar explicando o motivo pelo qual o Tarso renunciou a prefeitura de Porto Alegre (não que considero isso como o centro do debate, mas foi assim que o Tarso sempre tratou quando disse que não renunciaria e assim que eleição após eleição a direita vem pautando). Não quero ficar explicando o por quê o PT realizou as prévias de 2002 derrotando o Olívio, o nosso governo e o nosso projeto.

As pesquisas eleitorais são importantes para analisarmos nossa estratégia, mas elas não podem pautar a nossa política e muito menos a nossa tática.

É inaceitável a postura de históricos/as companheiros/as socialistas defendendo esta chantagem mentirosa sobre pesquisas e sobre o nome mais conhecido. Essa conversa é velha e conhecida por todas e todos. Os mesmos que dizem nas pesquisas de opinião que o Tarso é melhor que o Olívio e que o Tarso dialoga mais com a pequena burguesia são os mesmos que não votaram, não votam e não votarão no PT, mesmo que seja Tarso Genro o candidato. Prova real: eleições de 2002.

Para os que gostam de analisar pesquisas e números, observem esses elementos das pesquisas nas prévias de 2002, durante a eleição e o resultado. Observem também as pesquisas de 1998, quando diziam que não iriam pro segundo turno e, não só fomos como ganhamos com o Olívio. Tem o fato mais recente das pesquisas de 2006, quando estávamos em terceiro com o Olívio e fomos pro segundo turno aliados praticamente com o povo gaúcho.

Ter que explicar esses elementos de números de pesquisas para a população em geral até que é legítimo, mas ter que falar isso para companheiras e companheiros petistas, é dose!!!

O Tarso esta operando uma política de aproximação e aliança com o Zambiasi, negociando com o PTB a prefeitura de Porto alegre. Esse movimento equivocado destrói a construção histórica do PT de POA e afasta o PDT das possibilidades de uma aliança para as eleições 2010.

Até onde eu sei, a DS é contra esta política defendida e operada por Tarso de aproximação com o Zambiasi.

Ou uma ou outra: Ou a DS mudou de opinião ou o Tarso mudou de política!
Mas nem a DS fala que mudou de opinião e muito menos o Tarso diz e escreve que mudou de política.

É assim que iremos compor um campo democrático, popular e trabalhista? Com uma política de direita, taticista, pragmática e que afasta os trabalhistas do nosso campo?

Ao menos assim a política da candidatura do Tarso está sendo operada e, ninguém diz que não é!!!

O material do tarso não fala nada de programa, dos compromissos, de aliados, de lutas sociais e de desenvolvimento estratégico. É um cheque em branco que querem preencher mais tarde com o valor que bem entenderem. É um cheque que há pouco achavam que não precisava de assinatura, pois se apresentaram como consenso e, agora querem que a militância assine pra que na mesa de negociação com o PTB colocam o valor que for conveniente.

Fico impressionado de ver companheiros que considero valorosos falando o que estão falando da administração de São Leopoldo. Quem não os conhece e lê, acha que são uns burgueses que não conhecem e não necessitam das políticas públicas aplicadas para a maioria da população em São Leopoldo.
Se existe diferença na concepção destas políticas, vamos colocar! Se há discordância, coloca qual é! Se acham que as políticas de São Leopoldo são hegemonizadas pela direita ou se acham que são políticas moderadas fala, mas na política, argumentando sobre as diferenças!

Eu sinto orgulho petista, militante e socialista das políticas discutidas, elaboradas e executadas pelos companheiros e companheiras de São Leopoldo na coordenação do Vanazzi.

A síntese da diferença entre política de aliança alicerçada num programa de esquerda se explicita entre as prefeituras de São Leopoldo e Canoas: Em São Leopoldo construímos uma ampla política de aliança, num programa polarizado e de esquerda, dirigido pelo PT e acompanhado pelas forças populares, priorizando os que mais precisam. Em Canoas, a política de alianças se estabeleceu sem um programa definido e, a primeira consequência foi a ressurreição política do Buzatto, protagonizada pelo ex chefe de gabinete do Tarso, Jairo Jorge.
Estas são as diferenças!
Não se trata de nomes ou de chavões despolitizados e superados no PT, se trata de política.

A candidatura Vanazzi mostrou nos encontros regionais do partido qual a única possibilidade que a militância e o conjunto do partido terá para debater e construir um programa, uma política, uma tática e uma estratégia que nos possibilitem a vitória em 2010, de forma protagonista e militante.

A diferença é entre a política pragmática e de direita, que não escreve uma linha sobre programa e política de alianças e a possibilidade de resgatarmos a esperança militante.

A diferença está nos fundamentos da política, do método, dos compromissos e aliados históricos, do jeito petista de governar, na participação protagonista dos militantes, nos mais diferentes setores, na pluralidade e nas diferenças.

Não vai ser o candidato que vai definir a nossa vitória, mas A NOSSA POLÍTICA É QUE VAI DEFINIR AS POSSIBILIDADES DE VENCERMOS AS ELEIÇÕES!!!

O PT precisa reencantar o Rio Grande!!!

Vanazzi até a vitória!!!

Juliano de Sá- Militante do PT de Porto Alegre.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

NOTA DA EXECUTIVA ESTADUAL DO PT


SOBRE OS NÚMEROS DOS ENCONTROS MUNICIPAIS

NOTA DA EXECUTIVA

A Executiva do PT informa que os números divulgados na sua página eletrônica foram publicados de forma equivocada e já retirados, pois não expressam a apuração oficial do partido dos Encontros Municipais Extraordinários realizados nos dias 20 e 21 de junho de 2009. A Executiva divulgará o número total de delegados(as) eleitos(as) nos 362 Encontros Municipais Extraordinários, após a segunda etapa do calendário, que está marcada para os dias 27 e 28 do corrente mês.O Encontro Estadual Extraordinário de 18 e 19 de julho, através dos(as) delegados(as) eleitos(as) deliberará sobre programa de governo, tática eleitoral, política de alianças e candidaturas.A mobilização de mais de 7 mil filiados(as) que compareceram nos 106 encontros municipais demonstra a organização e a força do partido no Rio Grande do Sul.


Porto Alegre, 23 de junho de 2009

Olívio Dutra
Presidente do Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul
Fonte da Noticia: www.ptrs.org.br

sábado, 20 de junho de 2009

Encontro Inédito em São Leopoldo ....

Acabou a poucos instantes o Encontro Municipal do PT de São Leopoldo, onde mais uma vez a militância petista compareceu e fez a diferença. Tivemos mais de 800 votantes, num plenário lotado, aclamando por Vanazzi Governador!!
Na apresentação das candidaturas, os companheiros Paulo Borba e Mauricio Piccin, atual secretario de Juventude do PT fizeram a defesa em conjunto do Vanazzi!!





créditos fotos: tata raquel

quinta-feira, 18 de junho de 2009

quarta-feira, 17 de junho de 2009