quinta-feira, 25 de junho de 2009

Na minha opinião só nos resta uma única tarefa: O PT PRECISA VENCER AS ELEIÇÕES 2010!!!

Vencer as eleições 2010 não será uma tarefa simples e fácil, mas o PT tem uma história de lutas, conquistas, vitórias e derrotas que nos permitem analisar e planejar como e com quem ganharemos estas eleições.

Pela necessidade de construirmos um programa no mínimo para as próximas duas décadas, precisamos pensar na viabilidade, governabilidade com um eixo político norteado pelas políticas da participação popular, num campo democrático, popular e trabalhista. Precisamos estabelecer este campo político dirigido pelo PT, tendo o PDT de vice, precisamos da presença do PCdoB e do PSB também neste campo e todos aqueles que compreenderem esta disputa estratégica de projetos antagônicos no RS.

Compreendo que o PT/RS vem operando de forma acertada esta política junto a estes partidos, mas precisa fazer gestos concretos pra selar este campo político e, o gesto concreto é apresentar um programa escrito e bem definido para as eleições 2010 e para os próximos anos junto a estes partidos. Para além das inúmeras prefeituras que estamos compondo com o PDT no interior do estado, destaco as prefeituras de Passo Fundo e de Ijuí como síntese deste esforço partidário na disputa de projetos para além da pontualidade eventual de cada eleição.

O PT precisa retomar e acertar as contas na relação com o conjunto dos movimentos sociais e populares, que ano após ano estão se afastando cada vez mais do partido e, o partido perde cada vez mais a capacidade de diálogo e de apresentar uma pauta de compromissos junto às lutas sociais. O PT precisa voltar a ser a referência institucional para as lutas sociais, não como quem vai sozinho fazer as transformações sociais, mas como o partido que na institucionalidade pode ajudar a acumular forças para essas transformações. O valoroso Adão Pretto sempre dizia que “um mandato e um governo não vão fazer as transformações sociais, mas podem ajudar os movimentos acumular forças para fazer!!!”

Precisamos também pensar naquele histórico “setor em disputa” na sociedade gaúcha que é representado pelos 30% dos que definem as eleições no RS. Nós ganhamos as eleições de 1998 porque polarizamos no programa e porque ganhamos o setor da população que não se define ou de direita ou de esquerda. Ganharemos este setor em disputa se deixarmos explícito nosso programa democrático, popular e trabalhista, polarizarmos a disputa e reencantarmos a esperança nos militantes e, principalmente na população.

Não faz parte das nossas grandes conquistas e da nossa história condicionarmos um nome para ganhar ou não uma eleição. O companheiro Olívio Dutra disse nos encontros regionais pelo interior que “ não será um candidato A ou B que definirá se ganharemos as eleições ou com quem nos aliaremos, mas o programa do partido é que vai definir a política de alianças e as condições de chegarmos à vitória”. Por isso concordo com a opinião do mestre Olívio e com a política acertada do PT/RS em ter garantido os encontros extraordinários para debatermos a tática eleitoral e a candidatura 2010.

Quero uma disputa de projetos que tenha no eixo nossas bandeiras e relações históricas, pensando de forma estratégica os próximos anos do estado e não uma eleição com uma pauta que a população não aguenta mais, superada e insuficiente. Não quero ficar explicando o motivo pelo qual o Tarso renunciou a prefeitura de Porto Alegre (não que considero isso como o centro do debate, mas foi assim que o Tarso sempre tratou quando disse que não renunciaria e assim que eleição após eleição a direita vem pautando). Não quero ficar explicando o por quê o PT realizou as prévias de 2002 derrotando o Olívio, o nosso governo e o nosso projeto.

As pesquisas eleitorais são importantes para analisarmos nossa estratégia, mas elas não podem pautar a nossa política e muito menos a nossa tática.

É inaceitável a postura de históricos/as companheiros/as socialistas defendendo esta chantagem mentirosa sobre pesquisas e sobre o nome mais conhecido. Essa conversa é velha e conhecida por todas e todos. Os mesmos que dizem nas pesquisas de opinião que o Tarso é melhor que o Olívio e que o Tarso dialoga mais com a pequena burguesia são os mesmos que não votaram, não votam e não votarão no PT, mesmo que seja Tarso Genro o candidato. Prova real: eleições de 2002.

Para os que gostam de analisar pesquisas e números, observem esses elementos das pesquisas nas prévias de 2002, durante a eleição e o resultado. Observem também as pesquisas de 1998, quando diziam que não iriam pro segundo turno e, não só fomos como ganhamos com o Olívio. Tem o fato mais recente das pesquisas de 2006, quando estávamos em terceiro com o Olívio e fomos pro segundo turno aliados praticamente com o povo gaúcho.

Ter que explicar esses elementos de números de pesquisas para a população em geral até que é legítimo, mas ter que falar isso para companheiras e companheiros petistas, é dose!!!

O Tarso esta operando uma política de aproximação e aliança com o Zambiasi, negociando com o PTB a prefeitura de Porto alegre. Esse movimento equivocado destrói a construção histórica do PT de POA e afasta o PDT das possibilidades de uma aliança para as eleições 2010.

Até onde eu sei, a DS é contra esta política defendida e operada por Tarso de aproximação com o Zambiasi.

Ou uma ou outra: Ou a DS mudou de opinião ou o Tarso mudou de política!
Mas nem a DS fala que mudou de opinião e muito menos o Tarso diz e escreve que mudou de política.

É assim que iremos compor um campo democrático, popular e trabalhista? Com uma política de direita, taticista, pragmática e que afasta os trabalhistas do nosso campo?

Ao menos assim a política da candidatura do Tarso está sendo operada e, ninguém diz que não é!!!

O material do tarso não fala nada de programa, dos compromissos, de aliados, de lutas sociais e de desenvolvimento estratégico. É um cheque em branco que querem preencher mais tarde com o valor que bem entenderem. É um cheque que há pouco achavam que não precisava de assinatura, pois se apresentaram como consenso e, agora querem que a militância assine pra que na mesa de negociação com o PTB colocam o valor que for conveniente.

Fico impressionado de ver companheiros que considero valorosos falando o que estão falando da administração de São Leopoldo. Quem não os conhece e lê, acha que são uns burgueses que não conhecem e não necessitam das políticas públicas aplicadas para a maioria da população em São Leopoldo.
Se existe diferença na concepção destas políticas, vamos colocar! Se há discordância, coloca qual é! Se acham que as políticas de São Leopoldo são hegemonizadas pela direita ou se acham que são políticas moderadas fala, mas na política, argumentando sobre as diferenças!

Eu sinto orgulho petista, militante e socialista das políticas discutidas, elaboradas e executadas pelos companheiros e companheiras de São Leopoldo na coordenação do Vanazzi.

A síntese da diferença entre política de aliança alicerçada num programa de esquerda se explicita entre as prefeituras de São Leopoldo e Canoas: Em São Leopoldo construímos uma ampla política de aliança, num programa polarizado e de esquerda, dirigido pelo PT e acompanhado pelas forças populares, priorizando os que mais precisam. Em Canoas, a política de alianças se estabeleceu sem um programa definido e, a primeira consequência foi a ressurreição política do Buzatto, protagonizada pelo ex chefe de gabinete do Tarso, Jairo Jorge.
Estas são as diferenças!
Não se trata de nomes ou de chavões despolitizados e superados no PT, se trata de política.

A candidatura Vanazzi mostrou nos encontros regionais do partido qual a única possibilidade que a militância e o conjunto do partido terá para debater e construir um programa, uma política, uma tática e uma estratégia que nos possibilitem a vitória em 2010, de forma protagonista e militante.

A diferença é entre a política pragmática e de direita, que não escreve uma linha sobre programa e política de alianças e a possibilidade de resgatarmos a esperança militante.

A diferença está nos fundamentos da política, do método, dos compromissos e aliados históricos, do jeito petista de governar, na participação protagonista dos militantes, nos mais diferentes setores, na pluralidade e nas diferenças.

Não vai ser o candidato que vai definir a nossa vitória, mas A NOSSA POLÍTICA É QUE VAI DEFINIR AS POSSIBILIDADES DE VENCERMOS AS ELEIÇÕES!!!

O PT precisa reencantar o Rio Grande!!!

Vanazzi até a vitória!!!

Juliano de Sá- Militante do PT de Porto Alegre.

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